Provérbios 13:25

O justo come até que a sua alma fique satisfeita, mas o ventre dos ímpios terá necessidade.

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Um homem justo come o suficiente para as suas necessidades, seja o que estiver diante dele, e considera isso uma festa. Os ímpios empanturram-se do excesso, desejando que a comida fosse diferente, e não consegue se satisfazer. Um está satisfeito e realizado; o outro está descontente e frustrado.

Deus abençoa o justo em suas almas, onde os ímpios estão sempre atribulados (Is 57:20-21). Só a prosperidade não pode trazer o contentamento, pois a prata não satisfará o homem que ama a prata (Ec 5:10). Contentamento é um estado de mente conhecido somente pelos justos (Pv 16:8; Fp 4:11), e acrescentando-o à piedade é grande ganho para todo homem (I Tim 6:6-8).

Considere o justo, que come o suficiente para atender às suas necessidades. Ele come e bebe com moderação e por energia (Ec 10:17). Ele não é tentado pela embriaguez, glutonaria e suas consequências (Pv 23:21). Ele até come e bebe para a glória de Deus (ICo 10:31).

Ele come de tudo que está diante deles, pois ele escolheu estar contente com o que Deus suprir, seja o que for (Fp 4:12). Ele escolhe estar contente com as coisas que tem, pois o Senhor é a sua porção para sempre (Sl 73:25-26; Hb 13:5-6).

Ele descobre que uma quantia modesta de qualquer coisa é uma festa, pois ele tem justiça, paz e amor como os alimentos em sua mesa (Pv 15:16-17; Sl 37:16). Porque o seu coração está alegre no Senhor, ele participa de uma festa contínua (Pv 15:15; Ec 5:18-20).

Considere o perverso que pode se encher da abundância (Lc 16:19). Ele escolhe o excesso acima da moderação e paga as consequências (Pv 21:17; 23:29-35). Mas ele não consegue descansar, mesmo na prosperidade, pois ele tem a má doença de se preocupar com ela (Ec 5:17; 6:1-2).

Ele sempre deseja que a comida ou a mistura fosse diferente, pois o seu coração é avarento e ganancioso em relação ao que os outros têm, e isso atormenta a sua alma (Ec 6:9). Acabe, mesmo sendo rei de Israel, não podia desfrutar de nada sem a vinha de Nabote (IRs 21:1-4).

Ele encontra dificuldade na mesa mais fina, pois sempre existe algum desentendimento de uma forma ou de outra (Pv 15:17; 17:1). Não importa para onde ele olha e nem o que faz, tudo é vaidade e aflição de espírito (Ec 2:17; 4:4; 6:9). Ele é como um mar agitado; não consegue descansar (Is 57:20-21).

Deus garante que o justo será alimentado (Sl 34:10; 37:3,25), e não importa quão escassa as suas provisões, os justos têm corações cheios da verdade e a alegria duradoura. Os perversos perdem todas as suas expectativas com a morte e anseiam por uma gota de água durante toda a eternidade (Pv 11:7; Lc 16:24).